Qualidade da Água

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Transparência, informação pública e apoio à gestão dos recursos hídricos

O Qualidade da Água no Brasil é um portal público dedicado a apresentar, de forma clara, padronizada e acessível, os dados oficiais de qualidade das águas superficiais do país. A plataforma reúne informações produzidas pelas Unidades da Federação, no âmbito da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água (RNQA), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Nosso compromisso é transformar dados técnicos em informação útil para a sociedade, fortalecendo a transparência, a participação social e a tomada de decisão baseada em evidências.


Como a qualidade da água é avaliada

A qualidade da água de rios, lagos e reservatórios não é observada apenas pela aparência. Ela é avaliada por meio de indicadores físico-químicos e biológicos, obtidos a partir do monitoramento sistemático realizado em estações distribuídas pelo território nacional.

Nas estações da RNQA, técnicos coletam amostras de água em pontos fixos e em períodos regulares. Essas amostras são analisadas em laboratório ou por sensores em campo, seguindo procedimentos padronizados, o que permite comparar resultados ao longo do tempo e entre diferentes regiões do país.

Cada indicador fornece uma informação específica sobre as condições do corpo hídrico:

  • Oxigênio Dissolvido (OD) mostra se a água tem oxigênio suficiente para sustentar a vida aquática. Reduções no OD podem indicar poluição ou excesso de matéria orgânica.

  • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) indica a quantidade de matéria orgânica presente na água e o quanto ela consome oxigênio durante sua decomposição.

  • Fósforo Total aponta a presença de nutrientes que, em excesso, podem causar crescimento excessivo de algas e degradação da qualidade da água.

Esses parâmetros, analisados em conjunto, permitem identificar alterações causadas por esgotos, atividades agrícolas, industriais ou urbanas, bem como acompanhar processos de recuperação ambiental.

Para facilitar a compreensão dos resultados, vários desses parâmetros são integrados no Índice de Qualidade da Água (IQA). O IQA resume diferentes medições em uma escala única, geralmente classificada de forma simples (como ótima, boa, regular, ruim ou péssima), permitindo que técnicos, gestores e cidadãos tenham uma visão geral da condição da água.

O acompanhamento contínuo desses indicadores ao longo do tempo é essencial para:

  • Avaliar tendências de melhoria ou degradação da qualidade da água;

  • Apoiar ações de gestão, fiscalização e saneamento;

  • Verificar os efeitos de políticas públicas e investimentos;

  • Informar a sociedade sobre a situação dos recursos hídricos.


Origem e confiabilidade dos dados

Todos os dados apresentados neste portal são provenientes da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água (RNQA), formada por estações de monitoramento operadas por órgãos estaduais e distritais de recursos hídricos e meio ambiente. As informações seguem metodologias padronizadas e critérios técnicos nacionais, promovidos pela ANA, o que garante a comparabilidade dos dados em escala nacional. Este portal atua exclusivamente como uma plataforma de organização, visualização e divulgação, não alterando nem reinterpretando tecnicamente os dados originais.


Para quem é este portal

O Qualidade da Água no Brasil foi desenvolvido para atender diferentes públicos:

  • Cidadãos – para conhecer a qualidade da água em sua região;

  • Gestores públicos – para apoiar o planejamento, a avaliação e a formulação de políticas públicas;

  • Pesquisadores e técnicos – para acesso rápido a dados organizados e padronizados;

  • Estudantes e educadores – como ferramenta de aprendizagem e educação ambiental.

Nota institucional
As imagens utilizadas neste painel são ilustrativas, geradas digitalmente, e têm finalidade exclusivamente informativa e educativa.

Os dados apresentados são produzidos pelos órgãos estaduais e distritais de recursos hídricos e meio ambiente, no âmbito da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água (RNQA), sob coordenação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Índice de Qualidade da Água

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O Índice de Qualidade da Água (IQA) é um indicador composto por nove parâmetros físicos, químicos e biológicos: temperatura da água, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total, fósforo total, sólidos totais e turbidez. Trata-se de um indicador abrangente, que representa o estado geral da qualidade da água. O mapa interativo apresenta os valores médios do IQA para a série histórica disponível entre 2010 e 2024 nos pontos de monitoramento da qualidade da água.

Valores médios de IQA entre 2010-2024


O IQA pode ser representado por categorias:

  • Péssima: 0-19
  • Ruim: 19-36
  • Razoável: 36-51
  • Boa: 51-79
  • Ótima: 79-100

Os gráficos abaixo mostram a evolução dos valores médios de IQA agrupados por pontos nos ambientes rurais/urbanos entre 2010 e 2024 e separados por categorias. Rios e reservatórios localizados em áreas urbanizadas apresentam médias de IQA mais baixo, o que indica o maior comprometimento da qualidade da água nas cidades. A grande maioria das médias se encontram nas categorias razoável e boa.

Médias de IQA nos meios rural e urbano

Faixas de IQA

Oxigênio Dissolvido na Água

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O Oxigênio Dissolvido na Água (OD) é fundamental para a vida em ecossistemas aquáticos. Sua concentração diminui com o aumento da poluição por matéria orgânica, muito presente nos esgotos domésticos. Níveis críticos, especialmente abaixo de 2 mg/L, ameaçam a sobrevivência dos peixes. O OD é um parâmetro chave no monitoramento da qualidade da água, sendo estratégico para avaliação da saúde de rios e lagos.

Valores médios (mg/L) e Não-Conformidade (NC%) de OD entre 2010-2024


A Resolução CONAMA nº 357/2005 define os níveis mínimos de OD para rios e lagos para as respectivas classes de qualidade previstas no enquadramento:

  • Classe 1: mínimo de 6 mg/L
  • Classe 2: mínimo de 5 mg/L
  • Classe 3: mínimo de 4 mg/L
  • Classe 4: mínimo de 2 mg/L

O mapa apresenta a frequência com que o OD está em Não-Conformidade (NC%) com os limites das respectivas classes nos pontos de monitoramento. Desativando a camada NC%, as médias de OD são apresentadas no mapa. Quanto mais reduzido o OD, mais poluído está o trecho do rio ou lago. Por outro lado, quanto maior a NC%, maior é a necessidade de investimentos para alcançar os padrões de qualidades necessários. Para trechos sem enquadramento, o limite mínimo de 5 mg/L foi considerado.

Os gráficos mostram a evolução do OD em corpos hídricos localizados nos ambientes lênticos/lóticos e rurais/urbanos entre 2010 e 2024. A NC% do OD em rios (lótico) apresentou redução nos pontos de monitoramento até o ano de 2023, apesar das oscilações interanuais. Rios e reservatórios localizados em áreas urbanizadas apresentam médias de OD mais baixo, indicando maior comprometimento da qualidade da água nas cidades.

Não-Conformidade (NC%) de OD em corpos de água lênticos e lóticos

Médias de OD nos meios rural e urbano

Demanda Bioquímica de Oxigênio

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A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) indica a quantidade de oxigênio consumida nos processos biológicos de degradação da matéria orgânica no meio aquático. A DBO de uma amostra de água é geralmente medida em laboratório, por meio de um bioensaio realizado em condições controladas. A DBO é um bom indicador da poluição da água por cargas orgânicas, como os esgotos domésticos.

Valores médios (mg/L) e Não-Conformidade (NC%) de DBO entre 2010-2024


A Resolução CONAMA nº 357/2005 define os níveis máximo de DBO para rios e lagos para as classes de qualidade:

  • Classe 1: máximo de 3 mg/L
  • Classe 2: máximo de 5 mg/L
  • Classe 3: máximo de 6 mg/L
  • Classe 4: máximo de 10 mg/L

O mapa apresenta a frequência com que a DBO aparece em Não-Conformidade (NC%) com os limites das classes de enquadramento nos pontos de monitoramento, além dos valores médios (mg/L) de DBO, que podem ser visualizados desativando-se a camada NC%.

Valores médios de DBO mais altos indicam pior qualidade da água. Quanto maior a NC%, maior a necessidade de ações e investimentos para alcançar os padrões de qualidade necessários. Para trechos não enquadrados, o limite da Classe 2 é usado como referência.

Os gráficos abaixo mostram a evolução da DBO em corpos hídricos localizados nos ambientes lênticos/lóticos e rurais/urbanos entre 2010 e 2024. A NC% da DBO nos lagos aumentou ao longo do período. Apesar de uma aparente redução da DBO, corpos de água situados nas áreas urbanizadas apresentam médias de DBO mais altas em relação ao ambiente rural, o que aponta para a necessidade de expansão do tratamento dos efluentes produzidos nas cidades.

Não-Conformidade (NC%) de DBO em corpos de água lênticos e lóticos

Médias de DBO nos meios rural e urbano

Fósforo Total

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O fósforo na água é um nutriente promove o crescimento da flora aquática. O crescimento excessivo de algas e plantas, principalmente em ambientes lênticos, como os lagos, caraterizam o processo de eutrofização das águas. A eutrofização está associada à degradação da qualidade da água e à restrição de seus usos nos mananciais.

Valores médios (mg/L) e Não-Conformidade (NC%) de fósforo total entre 2010-2024


A Resolução CONAMA nº 357/2005 define os níveis máximo de fósforo total para rios (ambientes lóticos) e lagos (lênticos) de acordo com sua Classe de Qualidade:

  • Classe 1: máximo de 0,02 mg/L (lêntico) e 0,1 mg/L (lótico)
  • Classe 2: máximo de 0,03 mg/L (lêntico) e 0,1 mg/L (lótico)
  • Classe 3: máximo de 0,05 mg/L (lêntico) e 0,15 mg/L (lótico)
  • Classe 4: máximo de 0,15 mg/L (lêntico) e 0,15 mg/L (lótico)

O mapa interativo mostra a frequência de Não-Conformidade (NC%) com as metas dos trechos monitorados. Ao desativar a camada NC% no mapa, são apresentados os valores médios (mg/L) de fósforo total. Para trechos sem enquadramento, valem os limites da Classe 2. Médias elevadas de fósforo podem ser observadas principalmente nas grandes cidades e nos açudes do Nordeste brasileiro.

Os gráficos abaixo mostram a evolução do fósforo total em corpos hídricos agrupados por ambientes lênticos/lóticos e rurais/urbanos entre 2010 e 2024. A Não-Conformidade (NC%) do fósforo nos lagos é mais elevada do que a observada nos rios. Isso se deve aos limites mais restritivos definidos para o ambiente lêntico. As médias de fósforo são maiores nos corpos de água situados nas cidades quando comparadas com o meio rural.

Não-Conformidade (NC%) de fósforo total em corpos de água lênticos e lóticos

Médias de fósforo total nos meios rural e urbano

Enquadramento

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O Enquadramento é o instrumento de planejamento previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos que visa assegurar água com qualidade adequada para os diversos usos. Por meio de um processo participativo, os Comitês de Bacia, os usuários de água e a sociedade civil definem objetivos de qualidade para as águas da bacia hidrográfica a serem alcançados por meio de ações planejadas. A ANA atua como o órgão coordenador e normatizador estratégico, fornecendo suporte técnico aos comitês de bacia para estabelecer e monitorar as metas de qualidade de água necessárias para garantir os diversos usos previstos no enquadramento.

Bacias com enquadramento


Onde há enquadramento, são definidas classes para as águas de rios e lagos associadas a padrões de qualidade que devem ser mantidos ou atingidos de forma progressiva. Essas classes variam entre Especial, 1, 2, 3 e 4, conforme define a Resolução CONAMA nº 357/2005 A classe Especial tem águas de melhor qualidade, mais próximas de um ambiente aquático preservado. A classe 4 representa águas mais poluídas, com uso bastante restrito, como a harmonia paisagística, segundo a Resolução CONAMA nº 357/2005.**

Esta classificação é detalhada em normativos aprovados pelos Comitês de Bacia Hidrográfica e Conselhos Nacional ou Estaduais de Recursos Hídricos. De acordo com a Resolução CONAMA nº 357/2005, os padrões de qualidade da classe 2 devem ser considerados para os corpos de água em bacias que não possuem enquadramento. O gráfico mostra a evolução da implementação do enquadramento com base no número de propostas aprovadas ao longo do tempo e os principais marcos legais que definem este instrumento.

Evolução do enquadramento no Brasil